O dólar operou em alta nesta terça-feira, 28, com a falta de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio ampliando a aversão ao risco nos mercados globais. Além disso, a semana é marcada por decisões de política monetária dos principais bancos centrais.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,15%, a 98,640 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 159,67 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1710 e a libra recuava a US$ 1,3514.

A divisa americana chegou a perder força na madrugada, com a breve alta do iene provocada pela votação de política monetária mais dividida do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) sob o comando do presidente Kazuo Ueda. O BC japonês manteve a taxa básica em 0,75%, mas a decisão por 6 a 3 elevou as expectativas de um aumento de juros em junho.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o Irã teria pedido a reabertura “o mais rápido possível” do Estreito de Ormuz. O líder americano disse que Teerã tenta “resolver sua situação de liderança” e sinalizou otimismo sobre uma eventual estabilização no país. Mediadores no Paquistão esperam receber, nos próximos dias, uma proposta revisada do Irã para encerrar a guerra, após a negativa americana para a versão anterior.

Os investidores também aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) que deve ser a última sob a presidência de Jerome Powell. Nesta quarta-feira, um comitê do Senado dos EUA deve votar a indicação de Kevin Warsh para sucedê-lo. O mandato de Powell termina em 15 de maio.