19/02/2026 - 18:27
O dólar operou em alta ante a maioria das moedas, em um cenário marcado por perspectivas de um Federal Reserve (Fed) mais cauteloso, diante do tom presente na quarta na ata da última reunião da autoridade e que foi reforçado nesta quinta-feira, 19, com dados e declarações de dirigentes. No radar, esteve ainda o acirramento das disputas geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 155,10 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1771 e a libra tinha baixa a US$ 1,3460. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,22%, a 97,925 pontos.
O diretor do Fed Stephen Miran reduziu suas expectativas sobre o quanto o BC americano deve cortar as taxas de juros este ano, dizendo que os dados recentes refletem uma economia mais forte do que ele esperava. Os últimos números sugerem que o emprego se manteve melhor do que Miran antecipava, enquanto a inflação de bens pareceu mais teimosa, disse. Miran afirmou que não acredita mais que o banco central deva planejar cortar juros tanto este ano quanto pensava há dois meses.
Entre economias desenvolvidas, destaque para a queda da libra, em um cenário estrutural que permanece inclinado para uma maior desvalorização da moeda britânica ante o dólar, segundo o Sucden Financial, uma vez que a provável política acomodatícia do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) contrasta com a relutância do Fed em adotar uma flexibilização agressiva.
Em uma marca dos últimos anos, o dólar teve pouca variação ante o sol peruano após o parlamentar José María Balcázar, do partido de esquerda Peru Livre, ser eleito pelo Congresso do Peru como novo presidente interino do país. A independência do Banco Central do Peru e o equilíbrio fiscal são frequentemente apontados como razão para a resiliência do sol diante da crise política que levou o oitavo presidente ao poder nos últimos dez anos no país.
Já o peso argentino atingiu sua máxima ante o dólar em cinco meses. O Fundo Monetário Internacional (FMI) manifestou apoio à reforma trabalhista na Argentina e defendeu a transparência dos sistemas estatísticos do país.