05/01/2026 - 18:12
O dólar operou em baixa nesta segunda-feira, 5, ante a maioria das moedas rivais, repercutindo a incursão norte-americana na Venezuela que levou à queda de Nicolás Maduro no final de semana. Uma eventual pressão na moeda de países da América Latina que poderiam ser alvos de novas ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ser cogitada, mas não se concretizou, como no caso do peso mexicano, que operou perto da estabilidade ante o dólar. As atenções se voltam agora para a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e os indicadores da economia norte-americana.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,16%, a 98,270 pontos. Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,30 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1728 e a libra avançava a US$ 1,3545.
“Após a fraca tendência do dólar em dezembro, a sazonalidade se torna mais positiva para a moeda em janeiro e, principalmente, em fevereiro. Em resumo, parece que os investidores que apostam na queda do dólar terão muito trabalho pela frente nos próximos meses”, aponta o ING. “Suspeitamos que o primeiro trimestre possa ser de consolidação para o euro. A melhor chance de alta poderá surgir a partir do segundo trimestre, com o início dos efeitos do estímulo fiscal alemão”, afirma o banco.
Entre os indicadores, o índice de atividade industrial (PMI) dos EUA elaborado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) teve queda inesperada em dezembro, a 47,9.
O destaque nesta semana nos EUA é o relatório de emprego – o chamado payroll – de dezembro, a ser divulgado na sexta-feira, 9.
O documento exerce forte influência na trajetória da política do Federal Reserve, que pode interromper o atual ciclo de relaxamento monetário na reunião deste mês, após cortar os juros básicos três vezes consecutivas no último quadrimestre do ano passado. As chances de manutenção das taxas pelo Fed neste mês são de quase 85%, segundo monitoramento do CME Group.