31/03/2026 - 17:19
O dólar operou em queda nesta terça-feira, 31, em uma sessão tomada pelas notícias envolvendo a guerra no Oriente Médio. As perspectivas de um fim da guerra, reforçadas por declarações americanas e iranianas, tiveram como um dos efeitos uma queda no petróleo, o que reforçou as moedas de importadores líquidos de energia, que vinham pressionadas desde o começo do conflito. Assim, apesar de o índice DXY ter ficado abaixo dos 100 pontos nesta sessão, o referencial subiu mais de 2% em março.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 158,76 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1559 e a libra tinha alta a US$ 1,3239. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,55%, a 99,961 pontos. No mês, a alta foi de 2,41%.
“Embora não possamos descartar a possibilidade de uma recessão nos EUA se os preços do petróleo permanecerem altos, descartamos a possibilidade de que o Fed (ou outros grandes bancos centrais de países desenvolvidos) estejam prestes a adotar uma postura mais branda novamente, ou que abandonem sua retórica agressiva das últimas quatro semanas antes que os preços do petróleo recuem”, avalia o Macquarie Group.
“As acrobacias retóricas do presidente Donald Trump são vistas cada vez mais como parte de um esforço para gerenciar simultaneamente as expectativas do Irã e as expectativas dos investidores. Fazer isso exige que as ameaças de guerra se alternem com a promessa de paz”, avalia. “Em vez disso, também há sinais desde o fim de semana que sugerem que o potencial para a guerra se ampliar antes de terminar está aumentando. O sinal mais claro é o complemento das forças de assalto aerotransportadas e anfíbias dos EUA entrando no teatro de guerra”, alerta.
Enquanto isso, o Banco da República da Colômbia a taxa básica de juros em 100 pontos-base, de 10,25% para 11,25% ao ano, motivada principalmente pelo repique da inflação subjacente e pela forte alta das expectativas inflacionárias em meio à guerra. No final da tarde, o dólar se desvalorizava a 3.639,96 pesos colombianos.
O BC da Coreia do Sul, conhecido como BoK, vendeu US$ 22,467 bilhões para proteger o câmbio no quarto trimestre do ano passado, diante da desvalorização do won. No acumulado do ano, foram vendidos US$ 27,92 bilhões em termos líquidos, o maior valor desde 2022, durante a pandemia de covid-19. O won atingiu em março seu menor nível contra o dólar desde 2009.