12/02/2026 - 18:12
O dólar operou em leve alta frente à maioria das moedas rivais nesta quinta-feira, 12, enquanto investidores monitoravam a queda nas bolsas em Nova York e a fuga crescente dos papéis de tecnologia na véspera de dado de inflação nos EUA. Entre emergentes, o destaque foi para o recuo em moedas de países amplamente ligados à commodities metálicas, como Chile e África do Sul.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar avançava a 152,74 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1871 e a libra tinha baixa a US$ 1,3621.
Segundo o ING, os mercados permanecem inclinados a vender a moeda americana com base em considerações de longo prazo, o que indica que são necessários mais indicadores econômicos positivos nos EUA para reverter essa tendência. Mais cedo, os pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA tiveram recuou menor que o previsto, contra queda inesperada nas vendas de moradias usadas em janeiro.
No radar, a Rússia propôs voltar a adotar o dólar em uma parceria econômica com o governo de Donald Trump, segundo a Bloomberg, que cita um memorando do Kremlin.
Já o iene continua seu impulso frente ao dólar, ainda afetado pelo otimismo gerado pela vitória do partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições legislativas no último domingo.
No final da tarde, o dólar avançava a 858,53 pesos chilenos, com o ativo pressionado pela queda de 3% do cobre, enquanto subia a 15,9827 rands sul-africanos, com a moeda pressionada pela queda do ouro em meio a nova liquidação de metais preciosos.
O dólar paralelo na Argentina, conhecido como blue, operou em alta, após o Senado local aprovar na madrugada desta quinta a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei em meio a protestos, além de digerir novas compras de dólares pelo Banco Central. Segundo o jornal Ámbito, o blue subia a 1.440,00 pesos argentinos no mercado paralelo. O dólar oficial avançava a 1.397,0227 pesos argentinos.