07/01/2026 - 18:09
O dólar operou em leve alta ante os principais rivais, em mais uma sessão na qual indicadores da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) se sobrepuseram às tensões geopolíticas. Dentre as moedas de economias desenvolvidas, a libra teve um dos principais recuos, enquanto próximos cortes de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) são avaliados.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,11%, a 98,684 pontos. Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 156,79 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1683 e a libra recuava a US$ 1,3464.
Após a publicação do ADP e à espera do payroll, a Oxford Economics acredita que o Fed dará mais peso a indicadores recentes na definição de juros em sua reunião do final de janeiro. “Embora continue havendo um grau considerável de discordância entre os membros do Fed sobre o caminho a seguir para a política monetária, as condições do mercado de trabalho devem estar suficientemente estáveis para que o Fed mantenha a taxa de juros inalterada na reunião de janeiro”, avalia.
No caso do BoE, o ING aponta que não há dados novos suficientes até a reunião de fevereiro para influenciar a decisão do comitê a favor de outro corte no próximo mês. “Acreditamos que o BC britânico se contentará em reduzir as taxas novamente em março e mais uma vez em junho. Em um momento em que há níveis de divisão quase sem precedentes no comitê, basta que um ou dois membros mudem de posição para alterar drasticamente o ritmo dos cortes de juros”, destaca.
O banco holandês acrescenta que há implicações limitadas da queda da inflação na zona do euro para a decisão do Banco Central Europeu (BCE), reduzindo a influência dos rumos da política monetária sobre o euro – cujo desempenho é “quase que inteiramente ditado pelo dólar”, avalia.
Entre emergentes, o BC da Argentina (BCRA) anunciou acordo de recompra com um consórcio de seis bancos para blindar suas reservas internacionais, em meio a aproximação de vencimento de títulos da dívida soberana. Na marcação, o dólar caía a 1.460,9990 pesos argentinos.