O dólar manteve-se praticamente estável frente às principais moedas rivais nesta sexta-feira, 13, enquanto os investidores analisam leitura benigna sobre a inflação ao consumidor nos EUA. Após dado, o mercado ampliou chance de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em 2026.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar se mantinha a 152,75 ienes, enquanto o euro ficava estável a US$ 1,1871 e a libra tinha alta a US$ 1,3651. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em queda marginal de 0,01%, a 96,915 pontos.

Pela manhã, o dólar perdeu força em relação às moedas rivais logo após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA em janeiro. No entanto, o índice DXY estabilizou-se ao longo do dia, enquanto Wall Street analisava os dados.

Analistas do Bank of America (BofA) apontam que o comportamento da moeda americana reflete o posicionamento do mercado, que aguarda novos sinais do banco central sobre a trajetória das taxas de juros. “Os dados do CPI de janeiro alinharam-se com as expectativas, sugerindo que as pressões inflacionárias estão relativamente contidas”, afirmaram.

De acordo com a ferramenta do CME Group, o mercado aumentou precificação de um possível corte de juros pelo BC norte-americano na reunião de junho na esteira do dado. Antes, a força do mercado de trabalho, apontada pelo payroll na quarta-feira, havia afastado essa possibilidade.

Entretanto, o presidente da distrital de Chicago, Austan Goolsbee, reiterou tom cauteloso ao afirmar que a inflação ainda está elevada e precisa convergir à meta de 2% antes que o BC americano possa retomar cortes de juros.

Enquanto isso, o iene seguiu valorizado na semana, apesar de operar perto da estabilidade contra o dólar e cair ante o euro nesta sexta-feira. Os ganhos foram sustentados pela vitória nas eleições legislativas da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e expectativas de que o governo comece a implementar suas políticas econômicas sem dificuldade de aprovação pelo parlamento.