15/04/2026 - 17:27
O dólar ficou próximo a estabilidade em comparação com moedas fortes nesta quarta-feira, 15, reagindo às mudanças no cenário geopolítico, conforme os Estados Unidos endurecem o tom contra o Irã, apesar de manter as negociações.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de em 0,07%, a 98,055 pontos.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subiu a 158,97 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1803 e a libra subia a US$ 1,3572.
Apesar de classificar as negociações com o Irã como produtivas, a Casa Branca confirmou que os EUA não solicitaram a extensão do acordo de cessar-fogo. A declaração vem após o Washington Post publicar que o país está enviando milhares de soldados ao Oriente Médio, aumentando a pressão contra o Irã. Uma trégua entre Israel e Líbano, por sua vez, foi descartada, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as negociações continuam, mas que vai continuar atacando o Hezbollah.
Apesar do cenário, o Convera aponta que o dólar devolveu “quase todos” os ganhos do mês de março em apenas uma semana, “sugerindo que o prêmio de risco do conflito está desaparecendo rapidamente”. “Com a reabertura e o impulso dos canais diplomáticos, o choque inicial está dando lugar a um otimismo cauteloso em relação a um resultado de paz mais duradouro”, afirmam os analistas.
Também no radar, a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), que apontou avanço nos custos de energia e combustíveis dos Estados Unidos. Ainda hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent afirmou compreender que Fed não deve reduzir os juros imediatamente, mas que, eventualmente, as taxas vão cair. O dirigente do Fed Austan Goolsbee (Chicago) alertou que a guerra junto aos efeitos remanescentes de tarifas geram “duplo perigo” para a economia americana.
Já no continente europeu, a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, afirmou que a guerra já impacta diretamente no país, com uma alta nos preços de energia, inflação e crédito. Por sua vez, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Espanha, José Luis Escrivá, afirmou que as expectativas de inflação na zona do euro não se modificaram com o conflito no Oriente Médio.
*Com informações de Dow Jones Newswires