O dólar operou em queda ante as principais moedas globais nesta terça-feira, 28, pressionado por um desempenho forte do iene. Investidores acompanham o início da reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), circundado pela expectativa de que haverá um novo alívio monetário.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, cedeu 0,12%, a 98,667 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar recuava a 152,00 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1660 e a libra caia a US$ 1,3277.

O dólar era pressionado principalmente frente ao iene após a rodada de encontros entre representantes dos EUA e do Japão.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reuniu com a ministra de Finanças do Japão, Satsuki Katayama, onde discutiram taxas de câmbio. Para o Danske Bank, comentários de Bessent sobre a importância de se prevenir contra a “volatilidade excessiva da taxa de câmbio” servem de lembrete de que o governo Trump prefere um dólar mais fraco.

A libra esterlina se desvalorizava ante o dólar, com o mercado reavaliando as perspectivas macroeconômicas do Reino Unido em meio a preocupações fiscais e divergências nas políticas dos bancos centrais, afirma a Convera. “A menos que novos dados ou sinais de política monetária alterem o sentimento do mercado, a libra pode ter dificuldades para recuperar força no curto prazo”.

Nos Estados Unidos, a reunião do FOMC iniciada hoje deve decidir por um novo corte nos juros do país. O dólar está se mostrando resiliente ante ao cenário, aponta o Convera. “Uma queda mais acentuada (da taxa de juros) depende de uma deterioração significativa das condições do mercado de trabalho … que, no momento, não está se concretizando”.

O peso da Argentina caiu ante o dólar, devolvendo parte dos ganhos de ontem após o partido de Javier Milei conquistar vitória nas eleições legislativas de domingo. No horário citado acima, o dólar subia 1.473,4988 pesos argentinos, enquanto o dólar blue era cotado em 1.470,00 pesos argentinos, segundo o Clarín.

*Com informações de Dow Jones Newswires