05/05/2026 - 17:17
O dólar operou sem direção única nesta terça-feira, 5, com o mercado acompanhando os desdobramentos no Oriente Médio. Na Austrália, o banco central decidiu subir os juros pela terceira vez consecutiva.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu perto da estabilidade em 0,1%, a 98,444 pontos.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 157,91 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1698 e a libra subia a US$ 1,3544.
Apesar de os Estados Unidos terem reforçado que o cessar-fogo ainda está vigente e que não existe vontade de ampliar o conflito, o impasse nas negociações ainda continua.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que as demandas dos EUA são “impossíveis e inalcançáveis”. No Estreito de Ormuz, o fluxo também continua sofrendo com interrupções, apesar de os EUA afirmarem que já fizeram a escolta de embarcações pela via.
Assim, o Swissquote pontua que, a curto prazo, as movimentações no mercado de câmbio devem continuar a ser impulsionadas pela moeda americana. “Quanto maiores as tensões, maiores os preços do petróleo e mais forte o dólar, o que eleva a inflação global de importações e reforça as expectativas de política monetária mais restritiva”, afirmam.
Na mesma linha, o Monex Europe afirmou que os ganhos da libra devem ser limitados pela alta na demanda por ativos de segurança, que beneficia o dólar. Além disso, segundo os analistas, as turbulências políticas no Reino Unido também ganham destaque. A potencial crise impulsionou os rendimentos dos títulos longos do país a uma alta de 28 anos.
O franco suíço subiu ante o dólar em meio a declarações do presidente do Banco Nacional da Suíça (SNB, na sigla em inglês), Martin Schlegel, de que há maior disposição para intervir no mercado cambial. No horário citado acima, o dólar perdia a 0,7835 francos.
Já o dólar australiano subiu após o banco central da Austrália (RBA) decidir elevar os juros para 4,35% ao ano, em seu terceiro aumento consecutivo.
Entre emergentes, o dólar teve forte queda, com destaque para perdas ante o real brasileiro, o rand sul-africano e o peso chileno – estas duas últimas beneficiadas ainda pela recuperação de metais preciosos e básicos. Na marcação, a moeda americana cedia a 16,6906 rands e 905,90 pesos chilenos.
*Com informações de Dow Jones Newswires