18/02/2026 - 18:11
O dólar operou em alta ante a maioria das moedas nesta quarta-feira, 18, em sessão que teve como destaque a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Segundo o documento, vários dirigentes afirmaram que cortes de juros podem ser apropriados se a inflação convergir para a meta de 2%, mas a maioria alertou que esse progresso pode ser lento.
Outra notícia que chamou atenção, ainda que com menor impacto para o euro, foi a possível saída da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, antes do final de seu mandato.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 154,81 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1787 e a libra tinha baixa a US$ 1,3502. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,56%, a 97,703 pontos.
Já a possível saída antes do fim do mandato de Lagarde não têm implicações imediatas para a política monetária da zona do euro, mas a especulação demonstra que os políticos europeus estão “tentados” a contornar as regras para garantir que seu candidato favorito assuma o posto, segundo avaliação da Capital Economics. Para a consultoria, isso prejudica a imagem do BCE como um dos bancos centrais mais independentes do mundo.
De acordo com a Capital, uma eventual saída antecipada não geraria consequências porque todos os prováveis candidatos à sucessão são banqueiros centrais tradicionais, além do fato de Lagarde ser apenas uma dos 27 membros do Conselho e uma dos seis membros do Conselho Executivo, o que limita seu poder sobre as decisões de política monetária.
As trajetórias macroeconômicas divergentes entre os EUA e o Japão favorecem cada vez mais a valorização do iene, enquanto a cautela fiscal do novo governo Takaichi elimina um importante fator negativo para a moeda japonesa, avalia a Sucden Financial. Enquanto isso, a resiliência da economia americana continua fornecendo piso para o dólar, embora os dados de inflação e o afrouxamento monetário do Fed previsto para 2026 limitem o potencial de alta da moeda americana, afirma.