O dólar operou em alta nesta quinta-feira, 12, em um cenário marcado pela disparada dos preços do petróleo, que levou o Brent para nível acima de US$ 100, maior patamar desde agosto de 2022. Os temores inflacionários e o impacto na balança comercial dominam o mercado de câmbio, com importadores líquidos de energia entre as principais perdas, enquanto o impacto em importantes produtores, caso dos Estados Unidos, tende a ser favorável às respectivas moedas.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 159,34 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1518 e a libra tinha baixa a US$ 1,3347. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,51%, a 99,739 pontos.

“O petróleo voltou a disparar em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e aos ataques a petroleiros, impulsionando o dólar e levando o iene a níveis próximos do limite de intervenção”, aponta o LMAX Group. A moeda japonesa continua pressionada pela forte dependência do Japão em relação à energia importada, aponta. Os preços mais altos do petróleo e as pressões de estagflação reforçam as expectativas de mais apoio fiscal no país.

No caso do euro, mesmo com o potencial alívio na oferta de petróleo por meio da liberação coordenada de reservas, a persistente volatilidade do setor energético e as crescentes expectativas de inflação apontam para um prêmio de risco de inflação mais elevado para a moeda e para uma postura do Banco Central Europeu (BCE) comparativamente menos cautelosa do que a do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nos próximos trimestres, aponta o LMAX Group.

O peso chileno recuou mais de 2% ante o dólar, liderando a queda entre emergentes, em um cenário ainda de queda nas cotações do cobre, movimento que prejudica a balança comercial do país. Ontem, o presidente José António Kast assumiu o cargo, em momento no qual o Chile enfrenta problema imediato com aumento dos preços de energia, segundo a Capital Economics. “Como grande importador líquido, com a fatura de importação de energia do Chile representando cerca de 4% do PIB no ano passado, é um dos países latino-americanos mais expostos ao aumento dos preços”, pontua.

Em cenário semelhante, mas focado na baixa do ouro, o rand sul-africano foi outra queda significativa na sessão. No final da tarde, o dólar avançava a 917,10 pesos chilenos e 16,8020 rands.