O dólar operou em alta nesta quarta-feira, 11, impulsionado pelo avanço dos preços do petróleo com as tensões no Oriente Médio. O acordo para liberação de reservas por países membros Agência Internacional de Energia (AIE) não impediu uma nova alta nas cotações da commodity, o que pressionou as moedas de importadores líquidos. Além disso, o dia teve a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano de fevereiro, que contribuiu para uma visão de um Federal Reserve (Fed) mais restritivo.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,95 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1576 e a libra tinha alta a US$ 1,3420. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,41%, a 99,231 pontos.

“A liberação recorde de reservas de petróleo pode amenizar a falta de oferta do Oriente Médio e proporcionar algum alívio aos preços. No entanto, isso seria temporário, com os preços provavelmente voltando a subir acima de US$ 100 por barril se o Estreito de Ormuz permanecer efetivamente fechado por um período prolongado”, avalia a Capital Economics.

A Fitch avalia que a política monetária americana deve reagir com menos cortes de juros neste ano, uma vez que espera que o Fed monitore de perto os choques nos preços de energia e reduza as taxas duas vezes em 2026, levando a taxa básica para 3,25%. Anteriormente, a Fitch previa dois cortes pelo BC americano ainda no primeiro semestre.

Segundo a Bloomberg, operadores ampliaram a aposta de aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), passando a precificar um aperto monetário até julho diante do impacto da escalada dos preços do petróleo no cenário prospectivo de inflação. Os swaps indicam uma probabilidade de cerca de 70% de dois aumentos de 25 pontos base nas taxas de juro do BCE este ano, em comparação com o único aumento previsto na sexta-feira.

Entre emergentes, destaque foi a queda do rand sul-africano, que seguiu a baixa do ouro na sessão, com o dólar subindo a 16,4968 rands. A Fitch projeta que o par se mantenha amplamente estável em 16,50 até o final do ano, mas vê potencial para um maior enfraquecimento do rand para 17 até o final de 2027 devido à queda dos preços do ouro e aos diferenciais de inflação positivos.