04/05/2026 - 17:21
O dólar operou sem direção durante a sessão desta segunda-feira, 4, mas chegou ao fim da tarde levemente valorizado ante moedas fortes e emergentes, influenciado pela escalada das tensões no Oriente Médio após ataques nos Emirados Árabes Unidos e a embarcações no Estreito de Ormuz. O iene, porém, permaneceu forte após supostas intervenções cambiais pelo governo do Japão.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,22%, a 98,374 pontos. Por volta das 17h (de Brasília), o dólar subia a 157,09 ienes, o euro caía a US$ 1,1701 e a libra recuava a US$ 1,3541.
Para o LMAX Group, o dólar ganha impulso em meio ao cenário de incerteza geopolítica, assim como diante de expectativas de alta nos juros nos EUA. Ferramenta do CME Group mostra que o mercado voltou a adiar suas apostas para uma possível flexibilização dos juros nos EUA – agora, a data mais provável é março de 2027. Analistas do Danske Bank destacam que os riscos de inflação permanecem conforme o conflito continua a interferir no mercado de energia.
Os efeitos do conflito também são sentidos na zona do euro. Uma pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) aponta para uma alta na inflação e queda no crescimento da economia do bloco. Para o dirigente BCE e presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, o conflito deve afetar o bloco “por um bom tempo”, destacando principalmente a alta nos preços dos combustíveis.
O dólar operava próximo a estabilidade em comparação ao iene, que era sustentado pelas suspeitas de intervenção cambial do governo japonês. Para o Goldman Sachs, a faixa de 160 ienes por dólar é uma “linha de defesa” cambial. O Japão pode ter intervindo novamente hoje, além da ação no fim da semana passada, segundo o RBC Capital Markets. Em um cenário de baixa liquidez devido a feriados no país, as autoridades possuem espaço para uma atuação “mais potente”, afirmam. Ainda assim, de acordo com o XS.com, o dólar ainda tem vantagem devido ao “diferencial de juros” entre os dois países.
*Com informações de Dow Jones Newswires