23/10/2025 - 17:16
O dólar operou em alta ante pares globais nesta quinta-feira, 23, em meio a sanções dos Estados Unidos e da União Europeia à Rússia. A medida aumenta a procura por ativos de segurança, como a moeda norte-americana, enquanto investidores aguardam a divulgação de dados de inflação nos EUA na sexta-feira, 24. O iene, em contrapartida, se desvalorizava ante a moeda norte-americana, ainda pressionado pela política doméstica.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,03%, a 98,936 pontos.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar tinha alta a 152,55 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1619 e a libra tinha queda a US$ 1,3325.
Com a imposição de novas sanções contra empresas de energia russas, investidores renovam a procura por investimentos de segurança, como o dólar e o ouro. Em contrapartida, o banco ING aponta que ainda é cedo para afirmar se o petróleo da Rússia será afetado o suficiente para justificar preços mais altos, acarretando em um dólar mais forte.
Enquanto isso, investidores mantêm uma postura cautelosa, aguardando os dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) previstos para amanhã. Para o LMAX Group, os números, assim como as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), são essenciais para a direção do dólar. Com o Fed adotando uma postura mais dovish, realizando novos cortes nos juros, a expectativa é que a moeda norte-americana fique enfraquecida, aponta a Brown Brothers Harriman.
Também contribuindo para a volatilidade do dólar estão as tensões comerciais com a China, ainda de acordo com o LMAX Group.
O presidente dos EUA, Donald Trump, se reunirá com o presidente da China, Xi Jinping, na próxima quinta-feira, ao finalizar seu tour pela Ásia, informou a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa nesta tarde. Antes, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vai se encontrar com o vice-premiê da China, He Lifeng, na Malásia.
O iene continua pressionado pela confirmação da nova primeira-ministra Sanae Takaichi, com o mercado reduzindo expectativas de aumento nos juros pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) ainda em outubro. Analistas da JP Morgan afirmam, porém, que a reação é exagerada, levando em conta que os sinais do BoJ não mudaram e que a alta nos juros ainda é esperada.
Na América do Sul, o peso argentino se fortalecia ante o dólar, enquanto investidores acompanhavam mudanças no time econômico do governo com a escolha do novo ministro das Relações Exteriores. O mercado opera com cautela, de olho nas eleições legislativas de domingo. No horário citado acima, o dólar caía a 1.483,4011 pesos argentinos, enquanto o dólar blue era cotado em 1.525, segundo o Clarín.
*Com informações de Dow Jones Newswires