O dólar operou em alta nesta terça-feira, 24, ante a maioria das moedas com reversão no otimismo por um acordo entre Estados Unidos e Irã sobre a guerra em curso. Autoridades de Teerã negaram avanço nas negociações, enquanto hostilidades no Oriente Médio seguiram escalando. Uma nova alta nos preços do petróleo voltou a pressionar as moedas de importadores líquidos de energia e a reação dos bancos centrais à pressão inflacionária é observada com atenção.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,97 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1590 e a libra tinha baixa a US$ 1,3386. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,49%, a 99,434 pontos.

Analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya alerta que, mesmo que a guerra contra o Irã acabasse hoje, a recuperação completa dos danos à infraestrutura energética do Oriente Médio poderia demorar meses ou até anos. “Assim, um choque do setor energético seria mais difícil de descartar do que uma crise comercial provocada por Trump”.

Dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) demonstraram preocupação hoje com o possível efeito sobre a inflação. Boris Vujcic (Croácia) disse que é necessário ser “ágil e vigilante” para manter os preços sob controle.

Segundo a Bloomberg, o banco central da Turquia está preparando um conjunto de ferramentas ampliado para defender a lira da volatilidade cambial relacionada à guerra, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro, de acordo fontes. Ao final da tarde, o dólar ficava quase estável, a 44,3440 liras.

Na Ásia, o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, em inglês) lançou um pacote de financiamento de emergência para países afetados pela guerra, enquanto economias da região intensificam medidas para lidar com a crise energética.

Entre emergentes, o dólar teve forte avanço hoje a 17,0502 rands sul-africanos, a 1.500,16 won sul-coreanos e a 94,1167 rupias indianas.