O momento mais desafiador é a explicação para o recuo na receita e no lucro do BTG Pactual no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo Marcelo Kalim, CFO do banco, em teleconferência com analistas, na quarta-feira 6. De julho a setembro deste ano, o faturamento foi de R$ 1,41 bilhão ante R$ 1,68 bilhão de 2012, enquanto o lucro passou R$ 793 milhões, no ano passado, para R$ 746 milhões.

O cenário se repete no acumulado de janeiro a setembro em relação a 2012. Enquanto a receita teve retração ao cair de R$ 4,92 bilhões para R$ 4,11 bilhões, o lucro líquido minguou de R$ 2,4 bilhões para R$ 2 bilhões. No entanto, o patrimônio líquido avançou, no mesmo período, de R$ 13,1 bilhões para R$ 15,7 bilhões.

Uma das apostas do BTG para retomar o crescimento é a área recém criada de commodities. ?Ainda não tivemos impacto das operações relevante no balanço, mas acho que vai ser tão grande quanto a área de renda fixa e de equity?, afirma Kalim. O executivo diz que há possibilidade de aquisições nesse segmento. Há rumores de mercado que o banco compre a área de commodities do JPMorgan.

Ao destrinchar por área de negócios, o Banco Pan aparece como destaque negativo. No terceiro trimestre, a instituição puxou para baixo as receitas totais do BTG em R$ 26 milhões, enquanto, de janeiro a setembro, o recuo chega a R$ 41 milhões. ?O Pan tem uma capacidade de geração de ativos muito boa, o problema é o momento econômico. As taxas de juros abriram, mas os spreads não acompanharam. Quando tivermos um cenário que se assemelha ao que acontece normalmente, poderemos ver uma mudança.?

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