Mais um confronto entre os cérebros de duas das maiores equipes da atualidade: o treinador do Real Madrid, José Mourinho, e seu colega do Barcelona, Josep Guardiola, que já se conhecem perfeitamente, terão um duelo de xadrez no qual serão necessárias jogadas geniais para surpreender o rival e conquistar uma vaga na final da Liga dos Campeões.

Real Madrid e Barça voltarão a se enfrentar na quarta-feira no estádio Santiago Bernabéu de Madrid nas semifinais da Liga dos Campeões, pela quarta vez nesta temporada.

O quinto e último “clássico” entre os dois titãs será disputado no dia 3 de maio no Camp Nou de Barcelona, com o prêmio da classificação para a final europeia e o título simbólico de melhor clube espanhol da temporada. A disputa pessoal entre os dois treinadores será um ingrediente importante, já que são os dois últimos comandantes vencedores da Liga dos Campeões (Guardiola com o Barça em 2009, Mourinho com a Inter de Milão no ano passado).

Na Liga, Guardiola, técnico do Barcelona desde 2008, venceu Mourinho: primeiro com uma lição de jogo memorável no Camp Nou em novembro de 2010 (5-0) e depois com um empate concedido nos últimos minutos há alguns dias em Madri (1-1), depois de ter tido novamente o domínio do jogo.

“O Barcelona jogou futebol e bailou, o Real Madrid era atacado constantemente”, escreveu após o empate a lenda e presidente de honra do Real Madrid, Alfredo Di Stéfano.

“O treinador sou eu”, lembrou Mourinho na véspera da final da Copa do Rei, em resposta às críticas de Di Stéfano.

Mas Mourinho, no Madrid desde o verão passado (hemisfério norte), teve a sua revanche na Copa com um esquema de jogo criado para pressionar o adversário. A difícil vitória de 1-0 veio na prorrogação.

Será o choque decisivo entre dois mestres da tática que será disputado em dois atos, na quarta-feira em Madri e em 3 de maio em Barcelona.

Invicto nos dois últimos confrontos com o Barcelona, Mourinho deverá voltar a utilizar o mesmo sistema na quarta-feira, com Pepe no meio de campo e com o ataque sem um autêntico centroavante, provavelmente formado pelo argentino Ángel Di María, pelo alemão Mesut Özil e pelo português Cristiano Ronaldo.

Mas o português deverá mudar algo em seu esquema já conhecido por Guardiola. Pepe, por exemplo, jogou muito mais adiantado na Copa do que na partida do Campeonato Espanhol, o que leva a crer que haverá uma surpresa tática.

Já Guardiola prometeu “atacar e fazer gols” no Real, enquanto negou a possibilidade de mudar seu esquema para se adaptar à próxima aposta tática de Mourinho.

Mas Guardiola já mostrou em outras ocasiões que também sabe surpreender, como quando decidiu colocar Messi no centro do ataque ou, mais recentemente, colocar Busquets ou Mascherano no meio.

sgi/dm