A Vale disse na noite de domingo, 1, que o Ministério Público Federal pediu à Justiça a adoção de medidas liminares, incluindo o bloqueio patrimonial no valor de R$ 1 bilhão, após o extravasamento ocorrido na madrugada de domingo passado, na mina de Fábrica em Ouro Preto, Minas Gerais. Conforme comunicado ao mercado, o MPF apresentou uma tutela cautelar antecedente sob argumento de prevenir o agravamento de supostos danos ambientais.

Autoridades do governo do estado de Minas Gerais informaram na quinta-feira que, além da água, os rejeitos da operação de mineração de minério de ferro da Vale em Fábrica atingiram o rio Maranhão. Os transbordamentos foram causados pelas fortes chuvas ocorridas no dia e na semana anteriores ao incidente, disseram as autoridades.

+Isenção de IR até R$ 5 mil vale a partir deste mês; veja qual será o alívio por faixa salarial

+Congresso retoma os trabalhos nesta segunda; confira as principais pautas

A mineradora disse que apresentará sua defesa dentro do prazo legal. Na sexta-feira, o governo de Minas Gerais ampliou para R$ 3,3 milhões a multa contra a Vale por danos ambientais causados pelo extravasamento, um valor que já considera “reincidência da mineradora em situação semelhante” ocorrida em agosto de 2023, em Brumadinho.