A Mister Sheik passou os últimos anos assistindo, praticamente de braços cruzados, a rápida ascensão de seu maior concorrente, o Habib?s. Agora, dá sinais de que chegou a hora da reação. Neste ano, pretende desembarcar em mercados com grande potencial como Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a cadeia de restaurantes ainda não opera. A atuação em praças tradicionais ? leia-se São Paulo e Curitiba ? também será fortalecida. Por trás de toda esta movimentação está a jovem e bela Renata Nogueira Gomes, de 24 anos. Ninguém se engane com a aparência angelical da moça. Filha de Wilson Gomes, um dos controladores da empresa, fundada em 1991, Renata pode ser considerada uma veterana quando o assunto é franquia de comida árabe. ?Comecei a trabalhar aos 14 anos e passei por todas as funções que envolvem o dia-a-dia de um restaurante?, conta. Desde que assumiu a direção geral da Mister Sheik, em novembro, ela tem promovido uma revolução. Mudou o layout das lojas, criou novos mecanismos de assistência aos franqueados, cortou custos, investiu em treinamento e implantou um fundo de publicidade com contribuição de franqueados. As medidas adotadas tiveram impacto principalmente no custo de implantação da unidade. O metro quadrado para instalação de um ponto caiu pela metade e custa agora R$ 1,2 mil. A taxa de franquia, contudo, foi mantida em R$ 35 mil.

Ao todo, a Mister Sheik abrirá 12 novas unidades neste ano, elevando para 88 o número de restaurantes. Além de São Paulo e Curitiba, a rede está presente também em cidades como Belém e Salvador. Cautelosa, Renata pretende manter o ritmo de expansão sob controle. ?No máximo, vamos abrir 20 unidades por ano, apesar de as consultas indicarem que temos potencial para crescer o dobro?, garante ela. Os primeiros resultados de sua revolução já começam a aparecer. O faturamento deverá crescer 10% em 2001 e atingir R$ 100 milhões.