As doenças e a desnutrição provocam um número alarmante de mortes em um acampamento das Nações Unidas, onde milhares de pessoas que fogem dos combates no Sudão do Sul se amontoam, alertou nesta sexta-feira a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).

“Três menores de cinco anos morrem todos os dias” no campo de Bentiu, capital do estado petrolífero de Unidade (norte), uma das regiões mais afetadas por mais de seis meses de guera civil, indicou a MSF em um comunicado.

As Nações Unidas anunciaram na quinta-feira que sua missão no Sudão do Sul, MINUSS, acolhia em suas bases 95.000 refugiados, um número recorde desde o início do conflito, em dezembro de 2013. Segundo a ONU, 38.000 refugiados encontram-se no campo de Bentiu.

“A maioria das mortes deve-se a casos de diarreia aguda, pneumonia e desnutrição, vinculados às difíceis condições” de vida no campo, explicou a ONG.

Este campo dispõe de apenas uma latrina para cada 240 pessoas e os refugiados “são obrigados a beber nas poças d’água, que frequentemente estão contaminadas com excrementos humanos”, disse.

Segundo a MINUSS, a maioria das instalações construídas pelas Nações Unidas para acolher os refugiados já estão prontas ou estão prestes a ser finalizadas.

A guerra neste país, o mais jovem do mundo, deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 1,5 milhão de deslocados.

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