16/11/2016 - 10:28
Mais de 360 empresas, em sua maioria americanas, pediram nesta quarta-feira ao presidente eleito Donald Trump que respeite o Acordo de Paris contra o aquecimento global, em um comunicado divulgado durante a COP22.
“Pedimos a nossos líderes eleitos que apoiem claramente a participação contínua dos Estados Unidos no Acordo de Paris” assinado por 196 países em 2015, afirma o texto.
Entra as empresas signatárias da carta aberta dirigida ao presidente Barack Obama, ao eleito Donald Trump e a membros do Congresso estão gigantes como Nike, Starbucks, Levi’s ou DuPont.
“Implementar o Acordo de Paris permitirá e estimulará empresas e investidores a orientar bilhões de dólares ao setor de energias limpas, para obter prosperidade para todos”, afirmam os empresários.
O comunicado foi divulgado pela associação LowCarbonUSA, que menciona 360 empresas, de grandes corporações a empresas familiares de 35 estados americanos, assim como companhias estrangeiras.
O Acordo de Paris, que une pela primeira vez um total de 196 países na luta contra o aquecimento global, foi assinado em dezembro de 2015 na capital francesa, após mais de uma década de negociações complexas.
O acordo, que entrou em vigor em outubro, depois de ser ratificado por Estados Unidos, China e outros grandes emissores de gases que provocam o efeito estufa, deve passar agora à fase implementação, o objetivo da Conferência da ONU em Marrakesh (COP22).
Mais de 180 líderes e ministros compareceram na terça-feira a Marrakesh para reafirmar seu compromisso com o acordo.
O republicano Trump prometeu durante a campanha eleitoral que retiraria os Estados Unidos do Acordo de Paris porque considera a mudança climática uma “mito”.
O presidente eleito não se manifestou sobre o tema desde sua vitória.
As empresas pedem “aos líderes eleitos nos Estados Unidos”, entre eles a maioria republicana no Congresso, a “continuidade das políticas de baixa emissão” de gases do efeito estufa.