O yuan caiu ante o dólar ao seu nível mais fraco em quase oito anos nesta terça-feira, mantendo-se a tendência recente de desvalorização da moeda da China, que se acelerou desde a vitória de Donald Trump na corrida pela presidência dos Estados Unidos.

A cotação do dólar mais cedo chegou a 6,8660 yuans no controlado mercado doméstico da China, durante o pregão asiático, em seu nível mais alto desde 9 de dezembro de 2008, durante a crise financeira global. A queda do yuan ocorreu após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) estabelecer a taxa de referência diária para a moeda em 6,8495 yuans por dólar nesta terça-feira, uma alta de 0,3% para o dólar ante o dia anterior. A taxa determinada para o dólar ante o yuan pelo PBoC foi a mais alta desde 8 de dezembro de 2008. Pelas regras do PBoC, o yuan pode variar 2% para cima ou para baixo em relação à taxa de paridade estabelecida.

No encerramento da sessão em Xangai, a moeda estava em 6,8530 yuans ante o dólar, desvalorizando-se ante os 6,8409 yuans por dólar do fim da segunda-feira. O PBoC permitiu que o yuan se enfraquecesse por oito sessões consecutivas, com o ritmo da depreciação mais forte desde a sexta-feira, quando o dólar intensificou sua valorização global após a vitória do republicano Donald Trump na corrida pela presidência dos EUA.

Analista sênior do China Merchants Bank, Liu Dongliang acredita que o banco central chinês está “seguindo o fluxo” e parece ter abandonado uma postura mais dura de controle cambial. Já um diretor de operações cambiais de um banco doméstico, que pediu anonimato, lembra que a intervenção não foi forçada, porque houve um movimento de valorização do dólar desde a vitória de Trump. Fonte: Dow Jones Newswires.