14/04/2011 - 4:43
Os líderes de França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, Nicolas Sarkozy, Barack Obama e David Cameron, afirmaram que “é impossível imaginar um futuro para a Líbia com Kadhafi”, em artigo assinado pelos três e que será publicado nesta sexta-feira pela imprensa francesa, americana, britânica e árabe.
Destacaram a necessidade de dar prosseguimento às operações militares para acelerar sua partida e permitir uma transição.
“Não se trata de afastar Kadhafi pela força. Mas (…) é impensável que qualquer um que queira massacrar seu povo desempenhe um papel no futuro governo líbio”, escrevem os presidentes francês e americano e o primeiro-ministro britânico nos quatro jornais.
“Isso condenaria, além disso, a Líbia a ser não apenas um Estado pária, mas também um Estado falido”, prosseguem os três dirigentes no artigo que será publicado por le Figaro, Times de Londres, International Herald Tribune e Al-Hayat, estimando que “qualquer compromisso que mantenha (Kadhafi) no poder se traduziria por mais caos e anarquia”.
Para acelerar a partida do número um líbio, Obama, Cameron e Sarkozy consideram que “a Otan e os parceiros da coalizão devem manter suas operações, para que a proteção aos civis seja mantida e que a pressão sobre o regime aumente”.
“Então poderá começar a verdadeira transição de um regime ditatorial para um processo constitucional aberto a todos, com uma nova geração de dirigentes”, acrescentam eles.
Se consideram que a ONU e seus membros deverão “ajudar o povo líbio a reconstruir os que foi destruído por Kadhafi”, os quatro líderes lembram, no entanto, que “é o povo líbio, e não as Nações Unidas, que escolherá sua nova Constituição, elegendo novos dirigentes e escrevendo o próximo capítulo de sua história”.
Apesar de repetirem que “Kadhafi deve partir, definitivamente” para permitir esta transição, Cameron, Sarkozy e Obama pedem de imediato “um fim real da violência que se traduz por atos, não por palavras” e estimam que “o regime deve se retirar das cidades que cerca (…) e fazer retornar seus soldados às casernas”.
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