O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MT), acredita que a  instabilidade política tem afetado a economia e defende aliança mais  forte na base aliada para que o governo possa aprovar pacote de medidas  mais rapidamente no Congresso. “Temos que, independentemente de disputas  políticas e idiossincrasias pessoais, dialogar com todo mundo e montar  um programa mínimo para apresentar ao país até dezembro um pacote de  medidas que mude o cenário para 2016”, afirmou. Para o senador, a  insegurança com a tramitação das medidas econômicas no Congresso e o  cenário conturbado de pedidos de impeachment da presidente Dilma  Rousseff, com reprovação de contas do governo precisa ser superado. “Não  podemos ficar pautados até o final do ano com julgamento do TCU, TSE e  STF”, argumenta.

Na avaliação do líder petista, a  instabilidade política criada por essas questões fizeram com que o  governo priorizasse a agenda política em detrimento da econômica. Mas  que “está na hora de a gente sentar na mesa e conversar, fazer um pacto  pelo Brasil”, controlando a inflação, captando investimentos, entre  outras pautas que ajudem o País a sair do cenário de não crescimento.

O  líder petista ressaltou o papel conciliador do ex-presidente Lula, que  chegou na noite desta quarta-feira, 14, a Brasília. “Toda vez que o  presidente Lula vem para cá, ele ajuda a arrumar a casa. Ele acalma os  ânimos e ajuda a gente a construir essa tão sonhada base fidelizada e de  apoio ao governo, para votarmos essas matérias.”

Dentre os  compromisso de Lula, uma possível conversa com o presidente da Câmara,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria na agenda. O senador Delcídio Amaral  reafirmou o interesse do governo em se entender melhor com o  peemedebista. “Nas conversas em que participei na coordenação política,  com o ministro (chefe da Casa Civil) Jaques Wagner, há esse entendimento  de se discutir com o presidente da Câmara toda uma agenda, que  evidentemente impacta o Senado e vice-versa.”