Em vídeo publicado na sua conta no Facebook, o ex-senador Eduardo  Suplicy (PT), de 75 anos, explica os motivos que o levaram a ser detido  durante a reintegração de posse no Jardim Arpoador, na zona oeste da  capital paulista. “Quase estava para acontecer um conflito. Resolvi  tomar a atitude de deitar-me”, afirma. “Minha atitude era para prevenir  qualquer ato de violência. Nada de querer tumultuar a reintegração de  posse”, afirmou.

Candidato a vereador de São Paulo, Suplicy  narra o caso, ocorrido na segunda-feira, 25, e aproveita para agradecer  a solidariedade prestada por seus seguidores. “Percebi que estavam  cerca de 80 ou 100 moradores daquela área, que estava por ser  reintegrada, e os policiais militares avançando com a escavadeira logo  atrás”, diz.

O ex-senador, que também foi secretário  Municipal de Direitos Humanos e Cidadania na gestão Fernando Haddad  (PT), se deitou diante dos policiais, mas foi carregado pelos agentes  até uma viatura e encaminhado para o 75º Distrito Policial (Jardim  Arpoador).

“A oficial de Justiça fez um apelo a mim para  que me levantasse espontaneamente. Eu falei: ‘Não vou me levantar. Não  criarei qualquer resistência, se quiserem me levar'”, escreveu.

Suplicy  afirma que foi bem tratado tanto no 75º DP, onde os delegados teriam  sido “muito civilizados e respeitosos”, quanto pelos agentes que  realizaram a detenção. “Aliás, os próprios PMs que me levaram e que  haviam me carregado tiveram uma atitude de diálogo respeitoso comigo.”

Tumulto

Em  nota divulgada no dia da reintegração, o governo do Estado de São Paulo  lamentou a atitude de Suplicy e disse que o político se aproveitou “da  fragilidade de famílias para tumultuar uma reintegração de posse em  cumprimento a uma ordem judicial solicitada pela Prefeitura de São  Paulo, dona do terreno”. A nota, da Secretaria da Casa Civil, disse  ainda que Suplicy “insistiu na obstrução da via mesmo após negociação”.