16/10/2013 - 2:53
O Napster que chegou ao Brasil por meio de uma parceria com o portal do Terra em pouco lembra o programa que virou de cabeça para baixo o mercado fonográfico. O programa que popularizou o download de música pirata no final dos anos 1990 hoje é uma marca comportada. Para ter acesso ao catálogo de música, é preciso fazer uma assinatura.
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As músicas por streaming não são baixadas no computador. Basta ter conexão com a internet e dar play para ouvir. A maioria das empresas opera no esquema Fremium. Há versões gratuitas, mas limitadas ou com publicidades. Para ter acesso completo aos acervos de até 25 milhões de faixas paga-se um valor mensal entre R$ 7 e R$ 20.
A força do Napster deve ajudar o Terra a recuperar o prumo nesse mercado. O Sonora, do Terra, foi um um dos serviços pioneiros no oferecimento de música na nuvem no Brasil, mas perdeu terreno com a chegada de estrangeiros como o americano Rdio e o francês Deezer.

Tiago Ramazzini, vice-presidente do Napster para a América Latina (dir) e Paulo Castro, CEO Global do Terra
Confira quem são os principais concorrentes na briga pelos ouvidos dos brasileiros:
Napster: A partir do dia 1º de novembro o Napster vai oferecer acesso ilimitado a um catálogo com mais de 10 milhões de músicas, que poderão ser ouvidas em smartphones, tablets ou PCs. O Napster substituirá a marca Sonora. Além disso, será possível salvar as músicas nos dispositivos e ouvi-las offline, quando não houver conexão de internet.
Deezer: No Brasil desde o início deste ano, o francês Deezer tem como grande diferencial ter material exclusivo com curadoria de editores humanos, além das sugestões automáticas. Conta com mais de 20 milhões de música e com ele é possível ouvir as canções offline. Com a chegada no Napster, o Deezer fez uma promoção e passou a oferecer seu serviço pela metade do preço.
Rdio: O americano Rdio uma parceria com a operadora de telefonia Oi no fim do ano passado. O ponto forte do serviço é o design. É o que mais estimula a interação com amigos e o que conta com melhor conexão com as redes sociais.
Grooveshark: Cabe agora ao americano Grooveshark o título de rebelde da música. A empresa se autointitula ?o YouTube da música? por deixar que os usuários subam livremente as músicas que queiram. O Grooveshark promete dar parte dos lucros às gravadoras, que por sua vez não gostam da maneira como o site opera. Por contar com o apoio dos usuários, é o mais ?bagunçado? – há álbuns que não estão com todas as faixas, por exemplo. Por outro lado, conta com músicas raras e difíceis de serem encontradas em outro lugar.
Spotify: Só é acessível no Brasil por meio de gambiarras. A empresa, que é líder no segmento nos EUA, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a data em que pretende iniciar sua operação no País, mas já há profissionais contratados em São Paulo.
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