Acaba de nascer mais um filhote da gigante industrial Siemens. Veterana na fabricação de produtos como geradores elétricos e equipamentos de telecomunicações, a companhia alemã determinou nos últimos anos que seus executivos fizessem de tudo para descobrir novos nichos de mercado. Um dos frutos desse trabalho é a nova divisão Siemens Airport, criada há menos de cinco meses e que está enveredando num ramo bastante promissor: a implementação de projetos de aeroportos. A Siemens vai fornecer pacotes que vão de esteira de transporte de carga até potentes aparelhos de comunicação entre as torres de comando e aviões. O Brasil entrou na rota dos planos da multinacional depois que o governo deflagrou em 1996 um ambicioso plano de modernização e ampliação dos aeroportos. Desde então, a Infraero tem feito investimentos anuais de R$ 400 milhões por ano. ?Queremos participar ativamente desse processo?, afirma Paulo Alvarenga, gerente da Siemens Airport no Brasil.

A divisão já tem uma carteira de pedidos de US$ 800 milhões no mundo inteiro. Por aqui, a prioridade é ganhar a licitação para o terceiro terminal do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, que deve ocorrer até o final deste ano. São obras estimadas em R$ 500 milhões. ?Desde 1998, o aeroporto já superou o limite máximo de 15 milhões de passageiros por ano. Precisa de uma ampliação urgente?, diz Alvarenga. A Siemens Airport pretende inclusive participar de um consórcio para reformar e administrar o aeroporto, caso esse modelo de gestão seja adotado no Brasil. A expansão mundial de aeroportos é da ordem de 15% ao ano. Em 2001, a meta da nova divisão é faturar US$ 500 milhões. Uma soma modesta frente aos US$ 80 bilhões de toda Siemens. Mas a expectativa é que os negócios decolem nos próximos anos.