13/07/2005 - 7:00
Ao melhor estilo mineiro, a Algar não costuma alardear suas conquistas. Nem os investimentos. Mas quando decide apresentá-los, faz de uma só vez. Na lista da última semana, um pacote de novidades em todas as empresas do grupo. A começar pela construção de uma fábrica de esmagamento de soja no Maranhão ? com capacidade para produzir 1,5 mil toneladas por dia ? e a compra da Alfa, empresa que faz manutenção de aeronaves e que ajudará a incrementar os serviços de táxi aéreo. A gigante de Uberlândia estuda ainda uma ofensiva no mercado corporativo de telefonia fixa de São Paulo, com a CTBC, e se prepara para expandir suas operações na Space, que faz segurança patrimonial e viu o faturamento subir de R$ 3 milhões para R$ 30 milhões em apenas cinco anos. Mas aviões, soja e telefonia não são o melhor ingrediente desse tempero mineiro. O recheio do ?pão de queijo? da Algar é outro. Chama-se ACS e é uma das unidades mais jovens do grupo. Criada em 1999, a empresa acaba de ganhar mais um setor de call center, em Campinas. É a terceira unidade da companhia e a primeira em São Paulo. O investimento de R$ 44 milhões permitirá a criação de três mil empregos diretos e outros 800 indiretos já em outubro deste ano, quando começa a funcionar. ?Em um ano chegaremos aos 4 mil funcionários nesta unidade?, diz José Mauro Leal Costa, presidente do Grupo Algar.
A ACS de Campinas entra em operação trazendo na carteira nomes que já fazem parte de portfólio das unidades de Uberlândia. Entre os clientes, estão multinacionais como a American Express, TIM, Claro, Monsanto e Avon. E, justamente por conta disso, será transformada na unidade offshore (que atende os clientes do exterior) da Algar. Para ampliar esse leque, a empresa abriu um escritório em Nova York, nos EUA, e enviou técnicos para pesquisar o mercado da Índia, um dos que mais crescem no mundo na área de telemarketing. ?Vamos vender o jeitinho brasileiro de atendimento, sem a frieza que marca os concorrentes, especialmente dos EUA?, diz Costa. Nos seus primeiros dois anos de existência, a ACS recebeu R$ 37 milhões para compra de equipamentos e para a construção dos dois prédios na cidade de Uberlândia, interior de Minas Gerais. Em 2004, faturou R$ 136 milhões, um salto de 90% em relação ao ano anterior, e lucrou o dobro de 2003. Agora, em São Paulo, a ACS promete repetir a dose. ![]()
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