02/09/2020 - 12:36
Os países do norte da América Central se preparam nesta quarta-feira para a tempestade tropical Nana, que se desloca pelo Caribe com possibilidade de se tornar furacão antes de tocar a costa de Belize.
As fortes chuvas da tempestade ameaçam causar graves danos em Belize, Guatemala, El Salvador e Honduras, segundo organizações de proteção civil, que iniciaram ações preventivas.
Nana se aproximou da costa de Honduras nesta quarta-feira com ventos de 90 km/h, formando faixas de nuvens nos departamentos hondurenhos de Gracias a Dios, Islas de la Bahía, Colón, Atlántida e Olancho, explicou Francisco Argeñal, chefe de Meteorologia de Honduras.
Ele acrescentou previsões de que a tempestade se transforme em furacão categoria 1 (em uma escala de 5), com ventos superiores a 117 km/h, com risco de inundações.
Em Belize, o Serviço Meteorológico Nacional e a Organização Nacional de Gerenciamento de Emergências (Nemo) alertaram que Nana poderia aterrissar neste país na quinta-feira por volta das 12H00 hora local (15H00 de Brasília).
A Nemo declarou alerta de tempestade devido à possibilidade de fortes chuvas com alagamento de estradas e pontes.
A agência alertou que os ventos fortes podem causar danos a casas, queda de árvores e linhas de força, bem como apagões e interrupções no serviço de água.
Com o alerta, “o público é aconselhado a colocar em prática seu plano de emergência familiar e a se preparar para procurar abrigo seguro”, disse a Nemo em nota.
Segundo a organização, escolas serão usadas como abrigo, os armadores terão que proteger seus navios e as empresas públicas e privadas terão que liberar seus funcionários para que possam buscar refúgio.
Na Guatemala, a entidade responsável pela proteção civil alertou as autoridades municipais e a população sobre os efeitos colaterais das chuvas causadas pelo temporal, que serão constantes de quinta-feira até o final de semana.
As precipitações de Nana também podem causar a deslizamentos de lahares (massas lodosas que carregam rochas e terra vulcânica) pelas ravinas dos vulcões Fuego (sudoeste) e Santiaguito (oeste), o que coloca em risco comunidades assentadas em áreas próximas.
Uma das preocupações é a saturação dos solos devido às constantes chuvas da estação chuvosa que começou em maio e geralmente se estende até novembro.
A Coordenadora Nacional para Redução de Desastres (Conred) mobiliza alimentos e outros suprimentos da capital para cidades do Nordeste, no Caribe guatemalteco.
Em El Salvador, o ministro do Interior e presidente da Comissão Nacional de Proteção Civil, Mario Durán, disse que ordenou “preventivamente a declaração de um alerta verde em nível nacional” antes da esperada passagem de Nana no país.
Autoridades salvadorenhas estimam que Nana causará tempestades “de intensidade moderada a forte” a partir de quinta-feira em seu território.
No final de maio e início de junho, as tempestades Amanda e Cristóbal deixaram 30 mortos em El Salvador e cinco na Guatemala ao passarem pelo Norte da América Central.
