A decisão da Suprema Corte dos EUA de rejeitar as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump com base em lei destinada a ser usada em emergências nacionais é “muito importante” para o Brasil, disse nesta sexta-feira o vice-presidente Geraldo Alckmin, ressaltando que 22% das exportações brasileiras ainda são sujeitas ao “tarifaço” norte-americano, que impôs uma taxação de 40% sobre produtos brasileiros, adicional a uma tarifa global de 10%.

Segundo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a nova tarifa global de 10% anunciada nesta tarde por Trump não afeta a competitividade do Brasil uma vez que seria imposta a todos os países que exportam para os EUA.

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Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o efeito imediato da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos é “evidentemente favorável aos países”. Em sua conta no X, ele ainda afirmou que o Brasil se comportou diplomaticamente “da maneira mais correta”.

Haddad também afirmou que o Brasil acreditou no diálogo e na disputa pelos canais multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), além do Judiciário americano.

Reação de Trump após derrota na Suprema Corte

Trump afirmou nesta sexta-feira que irá impor uma tarifa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das tarifas que foram derrubadas mais cedo pela Suprema Corte norte-americana. Trump disse que seu decreto será emitido com base na Seção 122 da Lei Comercial de 1974, e que as novas taxas serão adicionais às tarifas atualmente em vigor.

A lei permite que o presidente imponha tarifas de até 15% por até 150 dias a todos os países relacionadas a questões “graves e sérias” de balança de pagamentos. Ela não exige investigações nem impõe outros limites processuais.

A Suprema Corte declarou ilegais nesta sexta-feira as amplas tarifas globais impostas por Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, determinando que ele havia excedido sua autoridade sob essa lei.