A Polícia espanhola prendeu nove pessoas, nesta quarta-feira, oito espanhóis e um turco, por captarem e facilitarem a integração de ativistas no Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) – informou o Ministério do Interior.

Os detidos faziam parte de uma estrutura “com ramificações em países europeus e na Turquia”, com o objetivo de “colaborar e facilitar a integração de indivíduos na estrutura armada da organização terrorista PKK-KCK, que opera basicamente na Turquia e na Síria”.

As detenções aconteceram em Madri, Valencia (leste) e Bilbao (País Basco, ao norte), acrescenta o comunicado, que aponta que os nove detidos são acusados dos crimes de “pertencimento a uma organização criminosa e de colaboração com organização terrorista”.

O detido de nacionalidade turca, que não teve sua identidade divulgada, tinha funções “de vínculo direto” com o PKK.

Segundo a mesma fonte, os detidos ajudavam no deslocamento de pessoas para que se integrassem “às fileiras das Unidades de Proteção Popular (YPG), o braço armado da organização”, segundo a mesma fonte.

Depois, o YPG lhes proporcionava “adestramento no uso de armas e explosivos em campos de treinamento” para integrar essas pessoas em células de combate.

Durante a operação, houve 11 batidas, nas quais os agentes apreenderam “diverso material informático e documentação”, que ainda não foi analisada.

Segundo a imprensa espanhola, a operação pode estar relacionada com o caso de dois jovens presos em seu retorno para a Espanha, depois de combaterem na Síria contra a organização Estado Islâmico dentro das fileiras das milícias curdas.

O PKK é considerado uma organização terrorista pela União Europeia desde julho de 2011 e também pelos Estados Unidos.

Os detidos vão comparecer diante de um juiz da Audiência Nacional, principal instância penal espanhola.