As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta terça-feira, 14, em alta, sinalizam os índices futuros. Depois das fortes quedas de segunda-feira, 13, o tom hoje em Wall Street, diferente da Europa, é de otimismo, alimentado por resultados de grandes bancos, como o Citibank, com números acima do previsto, e de empresas, como a Johnson & Johnson, com expansão de 59% no lucro. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,54%, o Nasdaq ganhava 0,88% e o S&P 500 avançava 0,75%.

A terça-feira tem agenda fraca de indicadores, mas vários balanços de grandes bancos e empresas. O único dado de hoje é o índice de otimismo das pequenas empresas, que caiu para 95,3 em setembro, de 96,1 no mês anterior. A expectativa dos economistas era de que ficasse em 95,9.

O destaque do dia são os balanços dos grandes bancos norte-americanos. Das cinco maiores instituições financeiras do país, o JPMorgan Chase, maior banco em ativos do país, o Citigroup, terceiro maior, e o Wells Fargo, quarto maior, já revelaram seus números nesta manhã, com resultados mistos. Além disso, outras grandes empresas, como a Johnson & Johnson, também divulgaram seus resultados trimestrais. Esta última, aliás, superou as previsões dos analistas, com ganho de US$ 4,7 bilhões.

Os balanços de hoje e a expectativa por números das empresas ao longo dos próximos dias que mostrem lucros em alta ajudam a ofuscar em Wall Street o mau humor visto na Europa, cujas bolsas são pressionadas por temores de que região volte a entrar em recessão. A preocupação com o fraco crescimento mundial, aliás, foi o principal tema da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G-20, grupo formado pelos países mais ricos do mundo, que terminou no fim de semana, em Washington. A recomendação é que os governos precisam agir para evitar que os países mergulhem em ritmos “medíocres” de expansão.

Apesar da economia global crescendo menos, o estrategista do RBC Capital Markets, Jonathan Golub, vê ganhos maiores para as empresas dos EUA no terceiro trimestre e projeta expansão de 7,2% dos lucros na comparação anual. Considerando eventuais resultados acima do previsto, a alta pode chegar a 10%, avalia o economista, fazendo um estudo com base em tendências históricas para o trimestre. A preocupação dos investidores é que a expansão mundial mais fraca possa afetar negativamente os balanços das empresas, sobretudo as multinacionais norte-americanas. Mas o estrategista acredita que a economia norte-americana mais aquecida pode compensar parte da fraqueza externa.

Entre os bancos que publicaram balanços, o JPMorgan reverteu prejuízo do terceiro trimestre de 2013, quando foi afetado por despesas judiciais, e lucrou US$ 5,57 bilhões no mesmo período deste ano. Apesar da melhora, o lucro por ação ficou abaixo do esperado. Por isso, no pré-mercado, a ação do JPMorgan cedia 1,57%.

Já o Citi superou as projeções dos analistas, com lucro líquido de US$ 3,4 bilhões, aumento de 6,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O banco anunciou ainda que está deixando a área de financiamento ao consumo em 11 países, incluindo o Japão. No pré-mercado, a ação subia 2,06%. Ainda no setor bancário, o Wells Fargo, maior banco em financiamento imobiliário do país, anunciou ganho dentro do esperado, de US$ 5,7 bilhões, expansão de 2% ante igual período do ano passado. O papel recuava 1,41% no pré-mercado.

Além dos bancos, o dia terá outros resultados, como o da maior fabricante de microprocessadores e semicondutores do mundo, a Intel. A empresa apresenta seus números após a abertura do mercado. A projeção dos analistas é de lucro por ação em alta de 12%, para US$ 0,65 no terceiro trimestre. As receitas devem subir 7%. No pré-mercado, a Intel subia 1,08%.