26/07/2006 - 7:00

Davis, da APC: ?É uma tecnologia revolucionária?
Ao vencer pela oitava vez o Grande Prêmio da França de Fórmula 1, no domingo 16, Michael Schumacher colocou a Ferrari de volta no páreo pelo campeonato mundial de 2006. O piloto alemão chegou mais perto do líder Fernando Alonso, da Renault, e ainda teve a companhia do companheiro Felipe Massa no pódio. Do outro lado dos Alpes, no quartel-general da Ferrari Gestão Esportiva, em Maranello, o diretor de tecnologia Antonio Calabrese respirou aliviado. Mais uma vez, os supercomputadores da scuderia italiana fizeram a diferença: processaram em tempo real milhares de dados enviados pelas máquinas de Schumacher e Massa e ajudaram a tomada de decisões estratégicas pela equipe nos boxes durante toda a corrida. No centro de processamento de dados da Ferrari, cerca de mil servidores trabalham somente para atender à área esportiva. Não só no desenvolvimento dos carros e motores, mas também no processamento de informações ? como eficiência, aerodinâmica, velocidade, consumo, aderência, funcionamento dos sistemas e peças ? nas provas, onde quer que elas ocorram. O poderoso data center da Ferrari é a parte invisível mais importante do seu negócio nas pistas. ?A Fórmula 1 é uma questão de detalhes?, diz Calabrese. ?Cada um deles pode fazer a diferença entre vencer ou perder.?
Um dos principais desafios tecnológicos num data center de grande magnitude é o controle da temperatura, que pode aumentar demais nas horas de pico, reduzir a capacidade de processamento e até paralisar as operações. Para evitar problemas desse tipo, a Ferrari encomendou a infra-estrutura do projeto à American Power Conversion (APC). O sistema de racks InfraStruXure da APC, com estrutura modular e refrigeração integrada, foi o único a atender às necessidades da escuderia, afirma Calabrese. Ele não diz quanto gastou, mas estima-se em até R$ 1,5 milhão o custo de infra-estrutura de um data center desse porte. Aaron Davis, vice-presidente da APC, conta que a inovação tecnológica oferecida é a captura do calor gerado pelos equipamentos, em vez do método tradicional baseado no esfriamento da sala. ?É uma tecnologia revolucionária?, diz. Schumacher agradece. ![]()