02/03/2001 - 7:00
Mesmo com cinco anos de mercado, o nome Seat ainda soa estranho aos ouvidos de muitos consumidores brasileiros. Isso vai mudar em breve. Pelo menos é o que promete o piloto da empresa no País, Alcides Cavalcanti. O executivo, de 36 anos, assumiu o cockpit da divisão espanhola da Volkswagen no final de 1998 com a missão de reposicionar a marca e torná-la lucrativa. Para dar conta do recado ele terá um orçamento anual de R$ 30 milhões, mais que o dobro do que era aplicado até então: ?Isso mostra o compromisso da companhia com o Brasil?, garante. Foi definido ainda que a Seat irá adotar uma postura mais independente em relação à VW. O primeiro passo vai ser dado com a ampliação de 16 para 40 no número de revendas exclusivas, até o final do ano. Cavalcanti já obteve algumas vitórias. Em 2000, as vendas dos modelos Ibiza, Cordoba, Cordoba Vario e Inca somaram 3,5 mil unidades, crescimento de 34% sobre 1999. Mas ele sabe que ainda terá de correr muito para elevar esse patamar para 15 mil unidades por ano, ao final de 2004.
A Seat começou a ganhar visibilidade na Europa em 1988, quando o Grupo VW comprou a totalidade de suas ações. Mas foi a partir de 1993 que o ?patinho feio? começou a se transformar em cisne, recebendo aporte de US$ 1,3 bilhão em tecnologia. Outra grande sacada foi vincular a marca aos esportes radicais. As vitórias da equipe Seat no Campeonato Mundial de Rali foram decisivas para o aumento das vendas na Europa. No ano passado, as 17 fábricas da montadora atingiram produção recorde de 523,7 mil veículos. A rápida ascensão da Seat fez com que o presidente da divisão, Bernd Pischetsrieder, passasse a ser cotado para substituir Ferdinand Piëch na chefia do Grupo Volkswagen. Enquanto sonha com isso, Pischetsrieder toca em frente seu projeto expansionista na América Latina. Em breve, Brasil, Argentina e México ? hoje atendidos via importação ou produção em regime CKD ? vão entrar no páreo para brigar pela instalação de uma fábrica da montadora.