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PREGÃO ÀS MOSCAS: Citi tem valor de mercado inferior a US$ 1 bilhão e continua listado no índice

QUANDO A AGÊNCIA STANDARD & POORS decidiu, em 1957, criar um índice que acompanhasse a variação das 500 maiores empresas americanas em valor de mercado, dificilmente poderia imaginar que, após mais de meio século, teria que rever a metodologia do índice por culpa da crise econômica. O S&P 500 leva em consideração o valor de mercado e a liquidez das maiores empresas norte-americanas. Até o ano passado, o valor mínimo necessário para uma empresa fazer parte do índice era de US$ 4,5 bilhões. Com o agravamento da crise, o número foi reduzido para US$ 4 bilhões e hoje não passa de US$ 3 bilhões. Mesmo assim, muitas companhias que estão na lista das 500 mais do S&P não possuem necessariamente o valor para tanto. O Citibank, por exemplo, acumula hoje um valor de mercado inferior a US$ 1 bilhão e continua lá. No entanto, algumas empresas estão sendo substituídas. Na última semana, a Time Warner Cable, do magnata Ruppert Murdoch, se juntou às 500 mais. Seu valor de mercado ultrapassa os US$ 9 bilhões. Entre as empresas removidas recentemente estão a Developers Diversified Realty Corporation, do setor imobiliário, e a Noble Corporation, do setor petrolífero.

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Se todas as empresas que não conseguissem alcançar o atual valor de mercado-limite estabelecido pelo S&P, fossem eliminadas, o índice perderia cerca de 134 empresas (leia quadro). Deixaria de ser S&P 500 para se tornar S&P 366. O número pode parecer estranho e bem menos charmoso do que o cabalístico 500, mas muitos investidores já estão se perguntando se o comportamento da Standard & Poors, em não eliminar todas as empresas que estão abaixo do valor de mercado exigido, é benéfico para o mercado. O professor de Finanças da Wharton School of Business, Jeremy Siegle, escreveu recentemente um artigo no Wall Street Journal colocando em cheque o comportamento do S&P e o cálculo do índice. “O índice deveria ser balanceado para minimizar as perdas, e não o contrário”, afirmou. Já o vice-presidente da Nyse, Scott Cutler, afirmou à DINHEIRO que não acha improvável que a S&P corte mais empresas do índice em um futuro breve, sem necessariamente substituí-las por outras. “Vivemos hoje uma nova realidade. E todos têm que se adaptar. Empresas, agências de classificação de risco e investidores. É um período extremamente desafiador.” Se um S&P 300 está a caminho, Cutler não sabe responder. “Pode ser. Com o atual cenário, tudo é possível.”