04/03/2011 - 4:45
O primeiro desafio você venceu: conseguiu organizar suas contas e adquiriu o hábito de poupar. Agora, vai partir para a segunda etapa: investir. A primeira coisa que o investidor deve observar, segundo o administrador de investimentos, Fábio Colombo, é se o dinheiro que pretende aplicar tem prazo definido para ser sacado. Se você ainda não considerou a verba de emergência, que varia entre 6 meses a 1 ano de salário, a hora é agora.
?Apenas quando a pessoa já tiver economizado acima desse valor, deve definir um objetivo maior?, afirma Colombo. A prioridade pode ser desde a compra de um imóvel, a troca de carro, um curso no exterior ou até uma poupança para pagar a faculdade do filho. ?Tudo depende do objetivo que a pessoa tem. Todo investimento que tiver prazo definido para ser sacado, o ideal é aplicar em poupança, DI ou renda fixa?, recomenda o administrador.
Que tipo de risco quer correr?
É bastante difícil chegar a uma medida de risco que valha para todas as pessoas, já que cada um encara riscos de uma forma distinta. De maneira geral, pode-se afirmar que, se você perde o sono com a oscilação de preço dos seus investimentos, e tem como maior preocupação a proteção do seu dinheiro, o melhor é optar por aplicações mais conservadoras (como a renda fixa, por exemplo).
Por outro lado, se você está preparado para as oscilações do mercado e tem como objetivo fazer o seu dinheiro crescer, provavelmente vai se interessar por aplicações mais arriscadas (como é o caso da renda variável) ou a bolsa de valores. Mas, investimentos mais arriscados como a bolsa, segundo Colombo, precisam de prazos superiores a três anos. ?O fator importante para a bolsa é não ter prazo determinado para sacar, evitando o risco de resgatar num momento negativo?, ensina.
?A pessoa precisa aceitar o risco. E somente na prática mesmo ela vai saber se consegue suportar as fases de baixa e o risco de perda de capital. Vai ter mais oscilação, mas a bolsa é o investimento que tende a dar mais retorno no longo prazo?, diz.
Segundo ele, a idade do investidor também deve ser avaliada. Se o investimento for planejado pensando na faculdade de um filho pequeno, por exemplo, a dica é investir tudo em bolsa, visto que tem um horizonte grande pela frente. Já se for uma pessoa na faixa de 30 ou 40 anos, e com perfil conservador, não é recomendado aplicar em bolsa. ?Quem aceita risco moderado pode investir 30% do capital em bolsa. Uma pessoa mais agressiva pode chegar até 50%?, ensina.
Importante: não coloque seu capital em risco. Fuja de ofertas mirabolantes que prometem vantagens duvidosas como os famosos golpes do ?boi gordo?, ?criação de avestruz?, entre outros.
Se a escolha for a bolsa, a dica é comprar gradativamente nos momentos de baixa e vender gradativamente nos momentos de alta. Se o valor disponível estiver na faixa dos R$ 150 mil, já é possível considerar o investimento imobiliário como a compra de uma sala comercial, por exemplo. “Esse tipo de investimento mescla de aluguel e valorização do imóvel. Mas, o investimento em imóveis não deve superar 25% do patrimônio disponível para investimentos?, observa o administrador.
Cautela
Ao escolher onde investir o seu dinheiro, você não pode analisar exclusivamente o retorno que a aplicação oferece. Como pôde ver aqui, existem variáveis muito importantes a considerar. Além disso, controle a pressa e a ansiedade. ?As pessoas não têm paciência para juntar dinheiro e se organizar. Entram em financiamentos e pagam duas, três vezes o valor do carro ou da casa”, comenta Colombo.
Outra dica: não se esqueça de diversificar a forma como aplica o seu dinheiro. ?A diversificação é importante porque, como diz aquele velho ditado, não devemos colocar os ovos todos na mesma cesta?, diz o administrador. Assim, você consegue reduzir o risco dos seus investimentos.