18/08/2004 - 7:00
No conto de fadas, a princesa transformou um sapo em príncipe ao sapecar-lhe um beijo apaixonado. As belas moças da foto abaixo também se deram bem com os batráquios. Mas ao invés de príncipes, eles estão virando dinheiro. As irmãs Juliana e Fernanda Piva de Albuquerque são donas da Pollignanno Al?Mare, grife de sapatos e bolsas que só usa peles de sapo, enguia, arraia, peixe, avestruz e jacaré como matéria-prima. A marca nasceu em 2000 e vem ganhando as prateleiras chiques do País, sobretudo as da paulistana Daslu, cuja dona é tia das meninas. Elas já vendem 250 pares por mês. Cada um custa, no mínimo, US$ 100 e leva quatro dias para ficar pronto.
Numa linguagem plebéia, a Pollignanno Al?Mare (o nome é homenagem à cidade natal da avó das duas, na Itália) mal saiu das fraldas, mas Juliana e Fernanda já falam em ?estratégia internacional?. No mês que vem, participarão da Feira Coterie, em Nova York, que reúne os compradores das principais butiques do mundo. ?Vamos brigar por espaço com o que há de melhor, como Prada e Marc Jacobs?, acredita Juliana, de 26 anos. O desenvolvimento das peças que serão mostradas custou R$ 20 mil. Os produtos da grife já estão à venda em duas lojas em Hong Kong, um dos grandes mercados de luxo do planeta.
Formadas em administração e publicidade, respectivamente, Juliana e Fernanda começaram brincando com tiras de couro no ateliê de costura da mãe. Hoje, comandam 40 funcionários e andam com a auto-estima lá em cima: ?Apesar da pouca idade mostramos que
somos competentes?, diz Fernanda, de 23 anos.