09/11/2014 - 14:38
O presidente Barack Obama admitiu neste domingo sua responsabilidade na derrota do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira.
“Fomos derrotados”, declarou Obama à CBS News durante uma entrevista veiculada este domingo. “A responsabilidade é minha. Quando algo não tem êxito, como líder do partido, assumo a responsabilidade por isso”, acrescentou.
Os republicanos assumiram o controle do Senado, consolidando sua maioria na Câmara de Representantes e ganharam o governo em estados-chave tradicionalmente democratas nas eleições legislativas.
“Creio que não conseguimos explicar aos americanos o que tentamos fazer e por que estamos em um bom caminho, o que constitui um fracasso políticos que devemos corrigir”, afirmou ainda.
“É preciso estender a mão à oposição”, acrescentou, renovando seu compromisso de usar seus poderes para fazer mudanças em termos de imigração, a menos que os republicanos aprovem a reforma legislativa no final do ano.
“No momento em que aprovarem o projeto de lei que aborde os problemas da reforma migratória, eu a assinarei, e isso tem prioridade sobre qualquer ação que tomar”.
John Boehner, líder republicano no Congresso, e outros líderes políticos desaconselharam Obama a tomar ações unilaterais.
Na entrevista, Obama também comentou que a mobilização de mais 1.500 soldados americano no Iraque marca uma nova fase na campanha contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).
“A fase um era conseguir um governo iraquiano que fosse inclusivo e firme, e agora conseguimos isso. Invés de tentar deter o avanço do EI, agora estamos em condições de lançar uma ofensiva”, afirmou, enfatizando a necessidade das tropas iraquianas no terreno comecem a fazer retroceder os combatentes do EI.
Obama enfatizou que as forças americanas não se unirão ao combate e se focarão em treinar recrutas iraquianos e algumas das tribos sunitas que estão combatendo a organização jihadista.
“Proporcionaremos apoio aéreo uma vez estejam preparados para começar uma ofensiva contra o EI”, explicou.
“Mas o que não faremos é deixar nossas tropas combaterem”.
Indagado se mais tropas americanas serão enviadas ao Iraque no futuro, Obama declarou: “Nunca vou dizer nunca”, destacando, no entanto, que o atual plano visa a menos soldados.
Obama anunciou na sexta-feira que os Estados Unidos enviariam 1.500 conselheiros militares ao Iraque para ajudar o governo de Bagdá e as forças curdas que combatem o grupo EI, o que dobra o atual número do contigente americano no país.