18/03/2011 - 0:38
O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o líder líbio Muamar Kadhafi foi “amplamente alertado” antes de a comunidade internacional escolher usar a força contra ele.
“Um amplo alerta foi dado para que Kadhafi interrompesse sua campanha de repressão”, disse Obama.
Obama disse também que nenhuma tropa americana será mobilizada na Líbia enquanto o Ocidente e as nações árabes preparam ações militares contra o líder líbio.
“Se Kadhafi não obedecer a resolução (da ONU), a comunidade internacional imporá consequências. A resolução será reforçada com ações militares”, disse.
“Os Estados Unidos não mobilizarão tropas terrestres à Líbia. E não usaremos força para ir além de um objetivo bem definido, especificamente, a proteção de civis na Líbia.”
Segundo o presidente americano, as potências mundiais estão preocupadas com a possibilidade de o líder líbio cometer atrocidades.
“Temos todas as razões para acreditar que Kadhafi cometeria atrocidades contra seu povo”, disse Obama. “Milhares podem morrer. Uma crise humanitária ocorreria.”
“Isso significa que todos os ataques contra civis devem cessar. Kadhafi deve frear o avanço de suas tropas para Benghazi (a capital rebelde), retirar seus soldados de Ajdabiya, Misrata e Zawiya e retomar o fornecimento de água potável e eletricidade”, assim como permitir a chegada de ajuda humanitária à população líbia, disse Obama.
O presidente americano anunciou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, representará seu governo na cúpula internacional sobre a Líbia em Paris no sábado.
“Amanhã (sábado), a secretária de Estado, (Hillary) Clinton, estará em Paris para uma reunião com nossos aliados europeus e nossos parceiros sobre a aplicação da resolução 1973” da ONU que autoriza o uso da força na Líbia, declarou o presidente em discurso na Casa Branca.
“O papel de liderança dos Estados Unidos é essencial, mas não significa que tenhamos de atuar sozinhos”, “significa estabelecer as condições para que a comunidade internacional atue de forma conjunta”, afirmou.
Obama disse ter pedido ao secretário da Defesa, Robert Gates, e ao exército americano que “coordenem” seus planos vinculados à implementação da resolução da ONU.
O Conselho de Segurança da ONU autorizou na quinta-feira “tomar todas as medidas necessárias (…) para proteger os civis e as zonas habitadas por civis sob a ameaça de ataques (das forças de Kadhafi)”, e aprovou o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
col/mac/lb