03/09/2014 - 21:40
O presidente americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, mostraram-se unidos no apoio à Ucrânia contra a Rússia, em um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo jornal “The Times”.
“A Rússia violou as regras com sua anexação ilegal e autoproclamada da Crimeia e com o envio de tropas para o território ucraniano, ameaçando e minando as fundações de um Estado soberano”, escrevem os dois dirigentes.
“Com a Rússia, que tenta forçar um Estado soberano a abandonar seu direito à democracia e determina seu futuro com o canhão de uma arma, deveríamos apoiar o direito da Ucrânia de determinar seu próprio futuro democrático e continuar nossos esforços para reforçar os meios da Ucrânia”, completam.
Publicado pouco antes do início da cúpula da Otan, o texto afirma que a Aliança deveria organizar uma presença “permanente” no Leste Europeu, apoiado por uma força de reação rápida composta por tropas especiais terrestres, aéreas e marítimas, que poderia “ser enviada a qualquer parte do mundo muito rapidamente”.
Obama e Cameron pedem aos demais membros da Otan que respeitem seu objetivo de dedicar pelo menos 2% do PIB para gastos militares, para mostrar que “nossa determinação coletiva é mais forte do que nunca”.
O artigo diz também que Washington e Londres “não vão fraquejar em sua determinação de enfrentar” os extremistas do Estado Islâmico que atuam no Iraque e na Síria.
“Se os terroristas pensam que vamos ceder diante de suas ameaças, não podem estar mais enganados. Países como Grã-Bretanha e Estados Unidos não se deixarão intimidar por assassinos bárbaros”, afirmam Obama e Cameron.