O presidente Barack Obama e o líder republicano da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, informaram na noite desta sexta-feira que há um acordo sobre o orçamento federal, que evitará a paralisia do governo.

“Temos um acordo”, revelou Boehner em primeira mão aos representantes republicanos durante uma reunião a portas fechadas e marcada por uma forte carga emocional, segundo um assessor ligado às negociações.

Obama confirmou o acerto com a oposição republicana ao falar do Salão Azul da Casa Branca, tendo como fundo o obelisco do monumento a Washington no National Mall.

“Estou contente por poder anunciar que amanhã o monumento a Washington e todo o governo federal estarão abertos e trabalhando”.

“Este acordo entre democratas e republicanos em nome de todos os americanos é sobre um orçamento (…) que implica no maior corte anual de gastos de nossa história”.

“Alguns dos cortes que acertamos serão dolorosos (…) e não os faríamos em melhores circunstâncias (…) mas começar a viver dentro de nossos meios é a única maneira de proteger estas verbas que ajudarão os Estados Unidos a competir por novos empregos”.

Dois altos assessores democratas do Senado revelaram que o acordo geral prevê o corte de 38,5 bilhões de dólares em gastos para o restante do ano fiscal, que termina no dia 1º de outubro.

O acordo também removeu o que os democratas consideravam o maior obstáculo: a medida apresentada pelos republicanos que cortava a verba federal para clínicas de planejamento familiar que praticam aborto.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, havia adiantado que o principal obstáculo era o financiamento das clínicas de aborto: “no que se refere às questões orçamentárias, tudo está resolvido, o aborto é a única questão não acertada…”.

“As discussões nada têm a ver com cifras. Isso tudo diz respeito à saúde das mulheres, é uma batalha ideológica”.

As duas partes também acertaram trabalhar conjuntamente sobre um orçamento “ponte” que manterá o funcionamento do governo até a redação do acordo definitivo.

Por falta de uma lei orçamentária para o ano fiscal de 2011, os serviços não essenciais da administração federal corriam o risco de paralisação a partir da meia-noite local (01H00 Brasília) desta sexta-feira.

ok/LR