“É evidente aos olhos do mundo inteiro” que forças russas estão na Ucrânia, afirmou o presidente americano, Barack Obama, nesta quinta-feira, anunciando também que em setembro receberá seu colega ucraniano, Petro Porochenko, na Casa Branca.

“A incursão russa que acontece hoje na Ucrânia pode produzir apenas mais sanções” contra a Rússia, frisou Obama, em entrevista coletiva.

O presidente descartou uma ação de tropas militares dos Estados Unidos na Ucrânia, mas prometeu defender os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Obama esclareceu que os antigas repúblicas soviéticas que agora integram a Otan podem esperar uma defesa militar americana. Mas frisou que tais garantias não se aplicam à Ucrânia – que não é membro da Aliança Atlântica -, mesmo após ter acusado Moscou de violações territoriais nesse país.

“Não vamos usar a ação militar para resolver o problema ucraniano”, declarou.

“A Ucrânia não é membro da Otan, mas vários desses Estados que estão próximos dela são. E vamos levar muito a sério nossos compromissos do Artigo Quinto para defender cada um deles”, prometeu Obama.