O presidente Barack Obama adverte, em trechos de seu discurso do Estado da União desta terça-feira, que os americanos enfrentam um momento “Sputnik” de crise nacional que eles podem superar juntos, ou não.

Obama afirma que os Estados Unidos arriscam se perder no mercado global para competidores em rápido desenvolvimento e apelou aos políticos rivais para abandonar guerras partidárias em prol de um impulso unificado para um futuro melhor.

Para isto, Barack Obama pedirá nesta terça-feira a cooperação de republicanos e democratas, num exercício de “responsabilidade compartilhada” de governo, segundo trechos de seu discurso divulgados com antecedência pela Casa Branca.

Desde as eleições legislativas de metade do mandato, em novembro, “os americanos decidiram que a responsabilidade de governar será compartilhada”, segundo Obama. O pleito permitiu aos republicanos conquistar a Câmara de Representantes e reforçar sua minoria no Senado.

“Novas leis não serão aprovadas senão com o apoio de democratas e republicanos. Progrediremos juntos, ou não”, dirá o presidente, destacando que “as dificuldades às quais somos confrontados são maiores que as divergências partidárias ou a política”.

“O risco atual (…) é o de saber se novos empregos e novas indústrias vão se enraizar em nosso país ou noutro lugar”, dirá Obama, segundo a Casa Branca, que divulgou alguns trechos do discurso pouco menos de três horas antes do horário previsto do pronunciamento no Congresso, a partir das 21H00 (quarta-feira, à meia-noite).

Segundo a mesma fonte, o presidente vai renovar o apelo à mobilização dos Estados Unidos em favor da pesquisa e do ensino, como motores de um crescimento futuro, estabelecendo uma analogia com o choque causado, em 1957, pelo lançamento do satélite soviético Sputnik.

Graças aos investimentos decorrentes da corrida ao espaço, “nós não apenas ultrapassamos os soviéticos. Lançamos uma onda de inovação que criou novas indústrias e milhões de novos empregos”, lembrará Obama.

“Não tínhamos idéia em como nós venceríamos eles na lua. A ciência ainda não estava lá. A Nasa sequer existia”, afirmará Obama.

“Este é o momento Sputnik da nossa geração”, dirá o presidente americano.

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