O presidente Barack Obama anunciará nesta quarta-feira planos para reduzir os gastos do governo americano em 4 trilhões de dólares, com o objetivo de definir um debate econômico crucial para sua reeleição em 2012.

Obama encontrou líderes importantes do Congresso antes de seu discurso que abordará planos para reduzir o déficit fiscal em meio a novas batalhas contra o aumento de gastos, menos de uma semana depois de um dramático impasse sobre o orçamento para o restante de 2011.

Fontes oficiais e do Congresso informaram que o plano inclui a meta de reduzir o déficit em 4 trilhões de dólares nos próximos 12 anos ou menos.

Outra fonte da Casa Branca informou que o presidente definirá quatro passos para reduzir o déficit: manter os gastos domésticos baixos, reduzir os gastos no orçamento da Defesa, baixar os custos excessivos com a saúde e reformar o sistema tributário.

A previsão é que Obama diga que “sua opinião é a de que nós podemos viver pelos nossos meios sem sobrecarregar a classe média e os idosos”, informou a fonte oficial.

Antes de se dirigir à Casa Branca para o encontro com Obama, Eric Cantor, o número dois dos republicanos na Câmara dos Representantes, criticou a abordagem de Obama.

“Esse é um Obama antiquado. Ele fica de lado esperando que o restante de nós tome as decisões difíceis”, disse Cantor, prevendo que o plano de Obama incluirá aumento de impostos.

Após o encontro, o maior adversário republicano do presidente, John Boehner, também mencionou a questão dos impostos.

“Acho que o presidente nos escutou em alto e bom som. Se vamos resolver nossas diferenças e fazer algo significativo, aumentar impostos não seria parte disso”, declarou.

Os republicanos frequentemente usam os dados da dívida americana – como um déficit anual de 1,6 trilhão de dólares previsto para este ano e um déficit público acumulado de 14,27 trilhões de dólares – como armas políticas.

Mas os democratas atacam de volta, lembrando que o último presidente democrata, Bill Clinton, deixou de herança um superávit orçamentário para a administração George W. Bush, que segundo eles criou um déficit com cortes de impostos para os ricos e guerras que não foram pagas.

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