05/05/2011 - 1:57
O presidente americano Barack Obama visita nesta quinta-feira o “Marco Zero” no sul de Manhattan depois da eliminação de Osama bin Laden, o responsável pela morte de quase 3.000 pessoas.
A visita estará carregada de simbolismo, quando o presidente depositar uma coroa de flores no local devastado pelos ataques de 11 de setembro de 2001.
A Casa Branca assegurou que não se trata de um ato para cantar vitória e sim uma forma de homenagem às vítimas dos ataques que desencaderam a controvertida guerra global dos Estados Unidos contra o terrorismo.
O porta-voz da Casa Branca, Jim Carney, disse que a morte de Bin Laden foi “um momento de catarse significativo para o povo americano” e que Obama quer prestar homenagem ao espírito de unidade que todos sentimos depois daquele terrível ataque”.
Também homenageará os bombeiros e demais membros as equipes de socorro que morreram no desabamento das Torres Gêmeas. “Ele também se reunirá em particular com os parentes das vítimas e dos socorristas”, acrescentou Carney.
Para manter um clima de sobriedade, Obama decidiu que não fará um discurso.
O índice de confiança do presidente Obama aumentou 11 pontos após a operação americana na qual Osama Bin Laden foi abatido, segundo uma pesquisa da rede CBS e do jornal The New York Times publicada nesta quarta-feira.
Esta pesquisa mensal, realizada entre 532 pessoas na segunda e terça-feira, após o ataque de domingo das forças especiais contra o líder da Al-Qaeda no Paquistão, registrou que 57% dos americanos aprovam o trabalho de Obama, contra 46% do início de abril.
Obama registrou assim seus melhores resultados em matéria de luta contra o terrorismo: 72% dos entrevistados disseram concordar com sua atuação neste tema, enquanto 61% aprovaram sua gestão da situação no Afeganistão, uma alta de 17 pontos em relação a janeiro.
Mas a Casa Branca parece decidida a evitar uma imagem de triunfalismo excessivo ou ceer à tentação de explorar os fatos com fins eleitorais.
Obama convidou inclusive seu predecessor George W. Bush, muito criticado por sua “guerra ao terror”, parar participar na cerimônia no Marco Zero.
Apesar de Bush não ter aceito o convite, a Casa Branca conseguiu deixar clara sua mensagem.
“É um momento de unidade paera os americanos e um momento para recordar da unidade que existiu neste país depois dos ataques de 11 de setembro”, concluiu Carney.
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