Há pouco mais de uma década, eles sempre eram lembrados pelas bugigangas fabricadas por lá ou pelos produtos extremamente baratos que entravam no Brasil arrasando alguns setores da economia, como o de vestuário e de calçados. Com o passar do tempo, os chineses se aperfeiçoaram, ganharam musculatura e se tornaram temidos em qualquer segmento da economia. Basta anunciarem que vão se aventurar em um setor para que os concorrentes fiquem ressabiados. 

As empresas daquele país contam com a sociedade do Estado. Um Estado, diga-se, muito forte: suas reservas alcançam US$ 2,45 trilhões. E, como esse dinheiro não pode ficar parado, os chineses saíram às compras. O principal alvo: companhias brasileiras ou multinacionais instaladas no Brasil. 

 

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Posto da Sinopec: a petrolífera chinesa pagou US$ 7,1 bilhões por 40% da Repsol Brasil

 

A mais recente investida dos asiáticos aconteceu recentemente. A petrolífera Sinopec, segunda maior da China com reservas de quatro bilhões de barris de petróleo, anunciou a compra de 40% da Repsol Brasil por US$ 7,1 bilhões. Com isso, a companhia ganha fôlego financeiro para explorar seus 16 campos de petróleo e gás no Brasil. Mais do que uma simples transação entre empresas, o negócio espelha a importância que o País passou a ter nos investimento dos chineses.

 

Neste ano, eles deverão despejar aqui US$ 25 bilhões. ?O Brasil é um dos focos mais importantes da investida chinesa no mercado internacional pós-crise por conta da performance de sua economia?, diz Paul Liu, presidente do conselho da Câmara Brasil China de Desenvolvimento Econômico. 

 

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E não é apenas no setor de energia que os chineses estão de olho. É possível ver os tentáculos dos asiáticos em áreas como mineração, agronegócio, telecomunicações e transportes. A indústria automotiva, então, é uma das mais visadas. Já desembarcaram por aqui companhias como Chery e JAC Motores. Até a fabricante de motocicletas Kasinski foi comprada pela CR Zongshen. Ao que parece, outras virão por aí. 

A Shanghai Railway Investment manifestou interesse no projeto do trem-bala. ?Eles pensam em participar da licitação, sozinhos ou com parceiros?, diz Liu. É melhor não duvidar das intenções dos empresários da terra de Mao Tse-Tung. 

 

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