07/08/2015 - 12:24
O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira por unanimidade uma resolução para formar um painel de especialistas que investigue os ataques químicos na Síria e determine os responsáveis.
A Rússia, aliada de Damasco, votou a favor do texto – discutido durante meses – depois de um acordo sobre o tema entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e seu colega russo, Serguei Lavrov.
Estados Unidos, França e Grã-Bretanha acusam reiteradamente as forças do presidente sírio Bashar al-Assad de realizar ataques com bombas de barril de gás de cloro lançadas de helicópteros.
Argumentam que apenas o regime sírio conta com helicópteros, apesar de a Rússia garantir que não há provas suficientes de que Damasco esteja por trás desses ataques.
A resolução concede ao painel um mandado junto com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para “identificar com o maior alcance os possíveis indivíduos, entidade, grupos ou governos que realizaram, organizaram, patrocinaram ou estiveram de algum modo envolvidos no uso de armas químicas, incluindo gás de cloro, ou qualquer outro químico tóxico” na Síria.
Agora, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tem vinte dias para designar o painel que trabalhará com a OPAQ, que, por sua vez, deverá apresentar suas primeiras descobertas 90 dias depois de iniciada a investigação, que terá a duração de um ano.
O painel deverá ter um acesso completo a todas as locações na Síria e será autorizado a entrevistar testemunhas e recolher mostras, de acordo com a resolução.
A pressão aumenta para que o Conselho de Segurança atue na Síria, onde a guerra civil já tem cinco anos e cobrou a vida de mais de 230.000 pessoas.