A Opep+ manteve a produção de petróleo inalterada no domingo, após uma reunião rápida que evitou discussões sobre as crises políticas que afetam vários dos membros do grupo de produtores.

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A reunião de domingo dos oito integrantes da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo do mundo, ocorreu depois que os preços do petróleo caíram mais de 18% em 2025 — a maior queda anual desde 2020 — em meio a preocupações crescentes com o excesso de oferta.

As tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos aumentaram no mês passado devido a um conflito de uma década no Iêmen, quando um grupo alinhado aos Emirados Árabes Unidos tomou território do governo apoiado pela Arábia Saudita. A crise desencadeou a maior divisão em décadas entre os antigos aliados próximos.

E no sábado, os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington assumiria o controle do país até que uma transição para uma nova administração se tornasse possível, sem dizer como isso seria feito.

“Neste momento, os mercados de petróleo estão sendo impulsionados menos pelos fundamentos de oferta e demanda e mais pela incerteza política”, disse Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy e ex-autoridade da Opep. “E a Opep+ está claramente priorizando a estabilidade em detrimento da ação.”

Os oito membros da Opep+ — Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuweit, Iraque, Argélia e Omã — aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia em 2025, o equivalente a quase 3% da demanda mundial de petróleo, para recuperar a participação no mercado.

Os oito membros concordaram em novembro em pausar os aumentos de produção para janeiro, fevereiro e março devido à demanda relativamente baixa no inverno do hemisfério norte. A breve reunião online de domingo confirmou essa política e não discutiu a Venezuela, disse um delegado da Opep+.

Os oito países se reunirão em 1º de fevereiro, informou a Opep+.