06/06/2014 - 18:52
O líder opositor Carlos Vecchio, procurado pela Justiça da Venezuela desde 27 de fevereiro passado sob a acusação de incitar à violência, fugiu do país para denunciar as violações dos direitos humanos praticadas pelo governo do presidente Nicolás Maduro.
“Quando Leopoldo (López) decidiu se entregar às autoridades e ser o símbolo da resistência, precisávamos de alguém que do exílio e na condição de perseguido político revelasse aos organismos internacionais a realidade da Venezuela, e Carlos (Vecchio) aceitou fazê-lo”, explicou Freddy Guevara, porta-voz do partido Vontade Popular.
O líder da Vontade Popular, Leopoldo López, foi preso no dia 18 de fevereiro e será julgado por incitar à violência durante os protestos iniciados na Venezuela há quatro meses e que já deixaram 42 mortos e mais de 800 feridos.
Guevara destacou que a missão de Vecchio responde “a uma decisão política do partido” e foi iniciada na quinta-feira com uma visita ao escritório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU em Nova York, onde denunciou a prisão de 3 mil venezuelanos durantes os protestos e vários casos de tortura e perseguição contra estudantes.
A Vontade Popular convocou protestos nas principais cidades da Venezuela para o próximo domingo em apoio a López e aos estudantes presos.
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